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Pix ou cartão: o que muda na sua venda

· 3 min de leitura

Quem está começando a vender produto digital costuma tratar meio de pagamento como detalhe técnico — algo que se resolve depois, com o checkout pronto.

Só que a escolha mexe em três coisas ao mesmo tempo, e elas puxam para lados diferentes: quanto você paga de taxa, quando o dinheiro chega e quantas pessoas terminam a compra. Otimizar uma piora as outras.

Pix

A favor: taxa baixa, dinheiro na conta em minutos, não existe estorno.

Esse último ponto é maior do que parece. No cartão, o comprador pode contestar a compra meses depois, e em produto digital você raramente ganha a disputa — não há rastreio de entrega para apresentar. No Pix, feita a transferência, acabou.

Contra: o Pix exige que a pessoa saia do seu site, abra o banco, copie o código, cole, confirme. Cada um desses passos é uma chance de desistir. E o valor sai inteiro na hora — não há parcelamento que amorteça.

Na prática o Pix funciona muito bem até uns R$ 100. Acima disso, o valor cheio na tela pesa.

Cartão de crédito

A favor: a compra termina sem sair da página, e o parcelamento faz o preço caber. "12x de R$ 24" e "R$ 288" são o mesmo dinheiro e não são a mesma decisão.

Contra: taxa maior, dinheiro que demora, e o risco de estorno.

O que fazer

Ofereça os dois. Sério — a discussão sobre qual é melhor só existe para quem escolheu um.

O que muda é qual aparece primeiro:

  • Produto até R$ 97: Pix em destaque, cartão como segunda opção.
  • Produto acima de R$ 150: cartão em destaque, com o parcelamento visível já no botão.

Sobre juros no parcelamento

Se você repassa os juros, mostre o valor da parcela e pare por aí. Ficar detalhando "R$ 55,68 de juros do parcelamento" ao lado é honesto e derruba a conversão — a pessoa não está fazendo contabilidade, está decidindo se quer.

Se você absorve os juros, coloque "sem juros" bem visível: é um argumento forte e barato de dar em produto de margem alta.

O abandono que ninguém olha

Entre clicar em "comprar" e o dinheiro cair, some entre metade e dois terços das pessoas. Isso é normal — e é o lugar do funil onde a melhoria é mais barata, porque essas pessoas já decidiram comprar.

Três coisas que recuperam parte:

  1. Pedir o mínimo. Cada campo a mais no formulário derruba um pouco. Nome, e-mail, telefone. Endereço em produto digital não serve para nada.
  2. Lembrar quem gerou Pix e não pagou. Uma mensagem uma hora depois recupera bem — a pessoa quis comprar e se distraiu, o que é diferente de ter desistido.
  3. Mostrar o que acontece depois. "Você recebe o acesso no e-mail em até 5 minutos" tira a última dúvida na tela em que ela mais aparece.

A conta que importa

Quando for comparar taxas entre plataformas, compare o que sobra, não o percentual anunciado. Uma taxa menor com prazo de repasse de 30 dias pode ser pior que uma taxa maior com repasse em 2 — dinheiro parado é dinheiro que não vira tráfego.

E some as taxas de saque, que quase nunca aparecem na página de preços.


O checkout da Soan.ia aceita Pix e cartão, com o parcelamento calculado na hora, e o repasse cai na sua carteira dentro da própria plataforma. A escolha de qual destacar continua sendo sua.